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A Primeira torcida organizada e a história
das outras torcidas :
É do Flamengo a honra de ser o primeiro clube do Brasil a ter uma
torcida organizada - "A Charanga Rubro-Negra" criada por Jayme
de Carvalho (Nascido em Salvador, Bahia, no dia 9/11/1911), onde ele
reuniu um grupo de pessoas com alguns instrumentos, no jogo Flamengo 1x1
Fluminense em 11/10/1942 nas Laranjeiras e tocava animadamente. Porém, "um
pouco" desafinado. Sendo assim, o locutor - Rubro-Negro fanático
e também muito crítico - Ary Barroso, comenta: "isso não é uma
torcida é uma charanga..." e assim o apelido pegou, nascendo assim
a PRIMEIRA torcida organizada do Brasil. Após o nascimento da Charanga
do Jayme, outras torcidas no Flamengo e nos outros clubes surgiram. No
Flamengo vale citar :
- Torcida Jovem
- Raça Rubro Negra
- Flamanguaça
- Urubuzada
- Flamante.
- Flaponte.
- Dragões.
- Falange Rubro Negra.
- Fla 12.
- Nação Rubro Negra
Dentre outras que fazem só aumentar o brilho do Flamengo pelo Brasil e
pelo Mundo !!!.
PARABÉNS A TODAS !!!!!!.
Abaixo a foto de Jayme de Carvalho, fundador da primeira torcida
organizada do Brasil : CHARANGA RUBRO-NEGRA

- As histórias das duas maiores torcidas do
Flamengo
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RAÇA RUBRO-NEGRA
( a história a seguir foi retirada do site oficial da torcida)
Há
57 anos os estádios brasileiros são freqüentados por torcidas
organizadas. Poderíamos afirmar que, as facções foram surgindo e
modificando-se através das gerações, criando uma divisão interessante.
A Charanga do Flamengo, fundada por Jaime de Carvalho em 1942, foi a
"1ª geração" de torcidas organizadas do Brasil. Nos anos da
repressão, veio a "2ª geração" de facções (surgidas entre
1967 a 1970) mas ainda, seguindo o modelo da 1ª geração, não inovando,
apenas tentando se afirmar em um período difícil que as baionetas
calavam às vozes da liberdade. A "3ª geração", surgiu nos
tempos da Abertura, começando em 1977 e terminando em 1983, é a ultima
formação das grandes facções brasileiras e o surgimento da maior
delas, a RAÇA RUBRO-NEGRA. Nas paredes do Maracanã, em 1976,
cartazes foram espalhados com as seguintes palavras: "Vem ai o MAIOR
MOVIMENTO DE TORCIDAS DO BRASIL".
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Por Aproximadamente seis meses a divulgação foi feita desta maneira, mas
a história da maior facção rubro-negra, havia começado antes quando um
desentendimento na Flamor — por causa de Ricardo que foi fundador —
causou o desligamento de Cláudio, César, Ceguinho, e outros. Ainda
juntaram-se, a eles, Edu e Joãozinho da Torcida Jovem. Eles, resolveram
fundar uma torcida completamente diferente de tudo até então visto nas
arquibancadas. A idéia era de fazer uma torcida "entrar em
campo" deixando a camisa 12 de lado (um simples reserva que participa
como "quebra-galho" do time) para tornar-se o primeiro jogador
do time!
O nome da torcida foi muito discutido — mas de nada consenso — até
que Cláudio, nosso 1º presidente, sugeriu o nome mágico, que é a razão
de ser do C.R.Flamengo, que faz a camisa jogar, transforma derrotas
eminentes em vitórias consagradoras, que para ser o número 1 da equipe
é preciso possuir a característica mais importante de qualquer time
rubro-negro, a RAÇA RUBRO-NEGRA, fórmula que faz o Flamengo seguir a
risca o primeiro verso do hino escrito por Paulo de Magalhães(1920),
"Flamengo tua glória é lutar!"
A torcida tinha o nome escolhido, mas ainda não tinha o modelo da camisa
definido. Ela nascia diferente, e a camisa não poderia ser a mesmice das
outras facções rubro-negras, elas tinham os modelos copiados do manto
sagrado, e era preciso inovar...
A
camisa teria o tom predominante em vermelho, com a manga, gola e escudo,
negros. A mão — punho cerrado — seria o símbolo de luta, resistência
e vontade. Eles assim definiram porque o rubro é a cor do coração,
vontade, Raça e estaria sendo vista por todos, o coração das
arquibancadas, o primeiro jogador do Flamengo estaria em destaque,
devidamente uniformizado, esperando apenas que este coração tivesse o
tamanho do Maracanã. Tendo Raça como nome, não foi difícil resolver o
problema do símbolo. A idéia inicial seria duas mãos arrebentando uma
corrente (alusão à liberdade, muito ligada ao movimento negro) mas
alguns dos nossos fundadores acreditaram que seria uma discriminação com
as outras raças, afinal nascemos Flamengo, símbolo do Brasil (fusão de
todas as raças) e não poderia haver preconceito...só com portugueses
mas é outra história...
Por todos estes motivos, o DOI — CODI resolveu interrogar nossos
fundadores. Uma organização que se chama "Raça", tem camisa
vermelha, o símbolo é um punho cerrado e tem por lema o "Maior
Movimento de Torcidas do Brasil", e canta "Óh meu Mengão...",
que era uma adaptação de um canto de guerra da UNE, realmente poderia
causar desconfiança... O punho cerrado saindo do mapa do Brasil, como símbolo
da facção, surgiu anos mais tarde, por causa das grandes caravanas
promovidas pela Raça.
Em 24 de
abril de 1977, contra os "portugueses", nascia a maior torcida
organizada do C.R.Flamengo. O Marketing no esporte, hoje tão em moda, já
era usado pelo pessoal da Raça em 1977, como Cláudio nos conta:
"Foi uma época que era moda fundar uma torcida. Às vezes em um jogo
só, ou no 1º jogo das facções, estas terem 500 integrantes, no 2º
jogo 350, no 3º jogo 200 e até chegar a 50 integrantes como a FLA-12,
que nasceu na mesma época que a Raça". Ele continua, "Com a Raça
foi muito diferente. Muito antes da torcida ser fundada, seis meses antes,
já colocávamos vários cartazes pelo Maracanã, íamos às rádios —
inclusive o lema de O MAIOR MOVIMENTO DE TORCIDAS DO BRASIL surgiu na Rádio
Nacional — para divulgar a futura torcida". Cláudio concluiu:
"No dia da estréia da Raça nós tínhamos confeccionado 300 camisas,
mas apenas 50 foram postas à venda, no jogo seguinte outras 50 e assim as
pessoas viam que a Raça estava crescendo".
Quando
a torcida nasceu, os integrantes assistiam aos jogos sentados — como
todas as torcidas brasileiras — mas, para provar, realmente, que esta
torcida queria inovar e "jogar" com o time, com o decorrer do
ano de 1977, esta história foi mudando porque havia momentos dos jogos
que a Raça levantava até o momento das garrafadas que obrigavam à
sentarem novamente.
Mas em um jogo — que ninguém sabe precisar qual — os associados
resolveram assistir o jogo em pé, mesmo tomando garrafada na cabeça,
mudando a história das arquibancadas.
Por muitos jogos foram encontradas resistências, mas com tempo ao ouvirem
"é, é ,é, a nossa Raça só assiste o jogo em pé!", as
pessoas levantavam-se automaticamente e empurravam o Mengão para mais uma
vitória. Fomos a primeira torcida organizada do Brasil a acompanhar os
jogos em pé, porque quem joga, o faz de pé, sentado é reserva (o camisa
12 citado acima), começando então a diferença... e a Raça nasceu para
ser a número 1!
A Raça nasceu junto ao melhor momento da história do Flamengo, como o
campeonato carioca de 1978 decidido contra os "portugueses" com
gol de Rondinelli aos 43m do 2º, com o Tricampeonato de 1979 — nesse
ano foram feitos dois campeonatos cariocas e o Mengão ganhou os dois —,
com o memorável título Brasileiro de 1980, em que a Raça levou mais de
cem ônibus para o Mineirão na final contra o Atlético-MG, e o título
no Maracanã.
Nós poderíamos contar as monumentais festas realizadas pela torcida, mas
para comprovarmos nossa fidelidade, da vontade de querer jogar com o time,
falaremos das grandes viagens. Avião, ônibus, a pé, e outros mais exóticos
meios de transportes já foram utilizados por nossos integrantes, tudo
para estarmos presentes e fazermos a "Nossa Parte", porque somos
o primeiro jogador, e o Flamengo, precisa de sua gente para levá-lo à
vitórias históricas. Ao recordar as grandes caravanas, é preciso
esclarecer dois pontos:
O primeiro que a Raça viajava por conta própria e apenas em duas
caravanas — a final do Campeonato Brasileiro em 1980 contra o Atlético-MG
e o jogo da Libertadores em 1984 contra o Grêmio, no Pacaembú — o
Flamengo pagou, e com o dinheiro arrecadado, a Raça construiu sua sala
351-B (hoje desativada pela Suderj) no Maracanã.
O segundo
é a lenda contada pelos corínthianos e imprensa, de que 70.000 mil
alvi-negros estiveram no Maracanã na semi-final do Brasileiro de
1977.Como disse César: "Nem se toda a frota urbana de São Paulo à
época, fosse usada". É evidente que muita gente veio mas a grande
maioria era composta por cariocas, principalmente rubro-negros, que
resolveram dar uma força para o time paulista devido a rivalidade entre
Fla x Flu. Por conta deste episódio, em 1978 no jogo Flamengo x Corínthians,
a Raça fez uma faixa alvi-negra, colocada na divisão das duas torcidas,
com os seguintes dizeres: "a maior torcida de São Paulo saúda a
maior torcida do Brasil". Uma gozação típica rubro-negra como foi
a Fla-Madrid, ou a história para se eleger "O Mais Querido do
Brasil", em que os portugueses compraram quase toda a água Salutaris
patrocinadora do evento, vendida exclusivamente a eles, e o Jornal do
Brasil, também patrocinador, que sumiu das bancas em que os donos eram
portugueses. No dia da votação os rubro-negros, disfarçados de
portugueses, entraram na sede da água Salutaris e sumiram com os votos
lusitanos — devidamente jogados no poço do elevador — e colocaram os
votos rubro-negros nos lugar. No dia seguinte, o Flamengo foi eleito o
clube "Mais Querido do Brasil" sem que a colônia entendesse
nada até que a descoberta fosse feita e o choro fosse livre. A faixa da
Raça Rubro-Negra já esteve presente em todas os países da América do
Sul, Estados Unidos, França, Inglaterra, Espanha, Japão e, pasmém, até
no Iraque!
Todas
as nossas odisséias foram comprovadas pela imprensa que já as divulgou
fartamente.
Não somos uma torcida privilegiada financeiramente, mas temos energia,
luta, criatividade, e Raça, porque aonde estiver o Flamengo, a sua Raça
Rubro-Negra, estará incentivando-o, levando-o sempre à frente... como
dissemos acima, a Terra está pequena, e agora, só esperamos a ida do
Mengão à Lua, porque certamente estaremos lá... afinal somos o jogador
número 1 e não podemos desfalcar o time.
Em 1981, Roberto "Branco" foi eleito presidente da Raça e
liderou por quatro anos dando prosseguimento ao trabalho de fazer a
torcida ainda mais forte e organizada. Em 1990, Evandro "Bocão"
assumiu a Raça e com ele à frente, a torcida passou a ter uma sede no
centro da cidade. Em 1993, Paulo Apparício, foi eleito presidente da
torcida dando continuidade ao trabalho dos outros presidentes.
Enfim, a História de uma Raça está relatada, com apenas verdades, sem
demagogias ou lendas, porque a mentira é a ilusão dos derrotados e a
imprensa — quase todos os dias — mostra a realidade como ela é. E
tudo que for encontrado nesta HOME PAGE, é a realidade, doa a quem doer!
Mas, nós, integrantes do Maior Movimento de Torcidas do Brasil, não
podemos nos acomodar, porque no Flamengo a glória é lutar, e ficar na Raça,
é cantar e empurrar o Mengão às vitórias consagradoras, e nos
emocionarmos sempre com mais um gol do Flamengo.
Sede Administrativa
Rua Evaristo da Veiga, 47/408
Centro - Rio de Janeiro - 20031-040
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TORCIDA JOVEM DO FLAMENGO
(
a história a seguir foi retirada do site oficial da torcida)
Até o final dos anos 60 as torcidas conhecidas como "organizadas" eram um fiel retrato do modelo de comportamento exigido pelos dirigentes, torcedores submissos, acríticos e comprometidos com os cartolas. É nesse contexto que surgiu a TORCIDA JOVEM (uma dissidência da Charanga Rubro-Negra) marcada por outra concepção de torcida e por outros modelos de comportamento e valores para os torcedores. A TORCIDA JOVEM DO FLAMENGO é um exemplo para todas as torcidas organizadas. Criada em 06/12/1967, com o nome de Poder Jovem, inspirado no movimento negro norte-americano Black
Power, ela conquistou seu espaço e tornou-se uma empresa rentável e independente. Sua sede localizada no Centro do Rio de Janeiro é totalmente moderna e equipada, tem telefone, fax, sala de TV, computador, videocassete e toda infra-estrutura
necessária.
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Dados da Torcida
Nome: Torcida Jovem do Flamengo
Fundação: 06 de Dezembro de 1967
Endereço: Rua Senador Dantas, N.º 117, Sala 1615 - Centro - Rio de Janeiro - RJ CEP: 20.031-201
Curiosidades
A TORCIDA JOVEM DO FLAMENGO foi a primeira torcida organizada a utilizar a palavra "JOVEM" no nome.
A TORCIDA JOVEM DO FLAMENGO foi a primeira torcida organizada do Rio de Janeiro a se estruturar com sede própria, inclusive utilizando um computador.
A TORCIDA JOVEM DO FLAMENGO foi a primeira torcida organizada a se dividir em grupos regionais pelo grande Rio e por todo Brasil, os chamados pelotões.
A TORCIDA JOVEM DO FLAMENGO foi a primeira torcida organizada do Rio de Janeiro e do Brasil a fazer um bandeirão.
A TORCIDA JOVEM DO FLAMENGO foi a primeira torcida organizada que lançou um candidato de arquibancada para concorrer a presidência do Clube de Regatas do Flamengo e que este candidato chamava-se Betinho.
O símbolo da TORCIDA JOVEM, um tanque de guerra com três canhões, foi criado em 1981, após a conquista do Mundial em Tóquio. Uma das facções da torcida do Liverpool, conhecida como Exército Vermelho, tem como símbolo de guerra um tanque de guerra. Depois da final do Mundial, em 81, quando o Flamengo derrotou o Liverpool por 3 x 0, a TORCIDA JOVEM resolveu criar o seu próprio tanque, com três canhões, um para cada gol do Flamengo na final.
A idéia de construir esta bandeira gigantesca surgiu durante a partida Boca Juniors x Flamengo, disputada em Buenos Aires, pela Taça Libertadores da
América de1991. Os membros da TORCIDA JOVEM que foram ao estádio "La Bombonera" incentivar o Flamengo viram a torcida argentina abrir na arquibancada uma enorme bandeira com as cores azul e amarelo, além do emblema com as iniciais C.A.B.J. (Clube Atlético Boca Juniors). A TORCIDA JOVEM só conseguiu transformar em realidade o sonho do "bandeirão" graças ao esforço de seus associados. Todos se empenharam na arrecadação de fundos (Cr$ 5 milhões, na época) para levar o projeto até o final. Hoje, o bandeirão (um dos maiores do Brasil) cobre grande parte da arquibancada do Maracanã. Emocionando, empurrando o Flamengo, fazendo com que os jogadores se desdobrem em campo e mostrando aos adversários toda a imponência do Exército Rubro-Negro.
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